A canonização do Pe. Marcelino Champagnat, fundador do instituto dos irmãos Maristas,às vésperas do novo milênio, recorda-nos um desafio: o analfabetismo ainda atinge 885 milhões de pessoas. São Marcelino Champagnat, soube interpletar as necessidades muito além de seu tempo ao assumir a educação evangelizadora como carisma Marista.
Champagnat nasceu em 20 de maio de 1989, em Rosey, região rural da França, perto de Lião. Logo compreendeu a desigualdade: “Nascido no cantão de Saint-Genest-Malifaux, departamento de Loire, só vim a aprender a ler e escrever com inúmeras dificuldades, por falta de professores competentes. Compreendi desde então a urgente necessidade de uma instituição que pudesse, com menor custo, proporcionar, aos meninos da região rural, o grau satisfatório de ensino que os irmãos das Escolas Cristãs proporcionam aos meninos carentes das cidades”.
A Revolução Francesa eclodiu justamente em 1789. Os ideais de Liberdade, igualdade e Fraternidade voavam pelos quatro ventos. Champagnat adicionou uma quarta palavra a estes ideais: Amor.
O ideal de Champagnat de amar a Deus e ao próxmo com entusiasmo e generosidade-do jeito de Maria, é o legado que nos deixou. “tudo a Jesus por Maria e Tudo a Maria para Jesus” é o lema da irmandade Marista.
Um episódio significativo na vida de Champagnat constitui a motivação decisiva para a fundação do Instituto Marista. No dia 26 de Outubro de 1816, o santo sacerdote foi levar foi levar a Unção dos Enfermos a um jovem de 17 anos, Montagne, da aldeia de Palais, que ignorava completamente a fé cristã. A completa ignorância religiosa do jovem Montagne o impulsionou definitivamente para a concretização de seu acalentado projeto de evangelizar pela educação.
Meses depois, no dia 2 de janeiro de 1817, fundou a “Sociedade dos pequenos Irmãos de Maria”: “O que vi com meus próprios olhos me fez sentir mais vivamente a importância de pôr em execução, sem mais demora, o projeto que há muito vinha acalentando. Comecei, pois, a preparar alguns professores. Dei-lhes o nome de Irmãozinhos de Maria...”
Seu projeto educacional, calcado na simplicidade, no amor e na devoção marial, tinha como alvo principal os mais necessitados. As atuais Constituições Maristas raticam esse compromisso: “ Vamos aos com ousadia, onde a espera de Cristo se revela na pobreza material e espiritual. Em nossos encontros, manifestamos-lhes atenção marcada pela humildade, simplicidade e esquecimento de si”
Champagnat faleceu no dia 6 de junho de 1840. O Instituto contava, então, com 280 Irmãos atuando em 48 localidades na França e 4 comunidades no exterior. “ Todas as dioceses do mundo entram em nosso projeto” , proclamou Champagnat e a história lhe deu razão: quase cinco mil irmãos espalhados por 75 paises continuam sua obra hoje.